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MAPA – Material de Avaliação Prática da Aprendizagem
| Acadêmico: | R.A.: | |
| Curso: Bacharelado em Educação Física | ||
| Disciplina: Exercício físico nas diferentes populações | ||
| Valor da atividade: 3,0 | Prazo: 17/08/2025 | |
Instruções para Realização da Atividade
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Bons estudos!
TAREFA
João trabalha em um escritório de contabilidade e passa a maioria do seu tempo diário sentado (por volta de 10 horas por dia). Ele não pratica atividade física há mais de 8 anos. Devido a algumas queixas e condições, João procurou os seus serviços para melhorar a saúde e bem-estar. Então, você realizou a anamnese e obteve as seguintes informações:
Histórico do Paciente
Nome: João da Silva
Idade: 52 anos
Sexo: Masculino
Massa corporal: 124 kg
Estatura: 1,72 m
IMC: 41,9 kg/m² (Obesidade Grau III)
PA de repouso: 154/98 mmHg (sem medicação atualmente)
Profissão: Administrador de empresa (trabalho sedentário, 10 horas/dia)
Histórico familiar: Pai faleceu de infarto aos 60 anos; mãe hipertensa e diabética.
Atividades de lazer: Uso frequente de telas, sem prática regular de atividade física nos últimos 8 anos.
Exames laboratoriais recentes:
Glicemia de jejum: 102 mg/dL
Colesterol total: 238 mg/dL
HDL: 38 mg/dL
LDL: 162 mg/dL
Triglicerídeos: 210 mg/dL
Queixas
Fadiga ao subir escadas (2 lances)
Sono irregular (apneia do sono suspeita)
Estresse elevado (relata episódios de ansiedade)
Objetivo
Iniciar programa de exercícios para redução de peso, melhora da pressão arterial e do condicionamento físico geral.
Orientações Iniciais
Liberação médica fornecida para início de exercício físico moderado, com recomendação de monitoramento da pressão arterial. Cardiologista recomendou evitar exercícios extenuantes nas primeiras 8 semanas. Não há contraindicação para exercício aeróbico leve a moderado e fortalecimento muscular supervisionado.
A partir das informações acima, responda as questões considerando o conteúdo proposto no seu livro didático:
| O paciente João deve ser considerado como um indivíduo de alto risco cardiovascular, uma vez que apresenta obesidade grau III, hipertensão arterial e dislipidemia. De acordo com as diretrizes do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), a prescrição de exercícios para pessoas com esse perfil requer extrema cautela nos estágios iniciais do programa, priorizando atividades leves a moderadas, com monitoramento constante da pressão arterial e da frequência cardíaca (Lima, 2020). Neste sentido, a prática deve ser iniciada somente após liberação médica e aplicação de uma triagem pré-participação, como o questionário PAR-Q & YOU, além de uma anamnese completa, a fim de identificar fatores de risco adicionais e possíveis limitações musculoesqueléticas.
No caso do exercício aeróbico, recomenda-se que João comece com atividades de baixo impacto, como caminhadas leves em esteira, pedaladas em bicicleta ergométrica ou hidroginástica, que minimizam o estresse articular e promovem maior conforto respiratório. A intensidade deve situar-se entre 40% e 59% da frequência cardíaca de reserva, o que corresponde ao nível moderado de esforço, conforme os parâmetros do ACSM. As sessões podem ter duração inicial de 20 a 30 minutos, podendo ser fracionadas em blocos de 10 minutos, até que se alcance gradualmente o volume semanal mínimo de 150 minutos recomendado pela Organização Mundial da Saúde (Lima, 2020). A progressão deve ocorrer de forma lenta, priorizando o aumento da duração antes do incremento da intensidade, sempre respeitando a resposta fisiológica e a percepção subjetiva de esforço do paciente. É importante que João realize um aquecimento e um desaquecimento de 5 a 10 minutos em cada sessão e evite treinos em ambientes muito quentes ou mal ventilados. Caso surjam sintomas como tontura, dor no peito ou falta de ar intensa, o exercício deve ser interrompido imediatamente. Quanto ao exercício de força, este deve ser introduzido de maneira gradual, com o objetivo de promover o aumento da massa muscular, melhorar o metabolismo basal e auxiliar na redução do peso corporal. As sessões podem ser realizadas de duas a três vezes por semana, com intervalos de pelo menos 48 horas entre os treinos dos mesmos grupos musculares. A intensidade inicial deve variar entre 40% e 60% de uma repetição máxima (1-RM), utilizando exercícios com o peso do próprio corpo, faixas elásticas ou máquinas guiadas, que oferecem maior estabilidade e segurança. O volume ideal nas primeiras semanas consiste em uma a duas séries de dez a quinze repetições, evoluindo conforme a adaptação do sistema neuromuscular e cardiovascular. Durante a execução, é essencial evitar a manobra de Valsalva e manter o padrão respiratório controlado, inspirando no retorno e expirando no momento de esforço, a fim de prevenir picos pressóricos. É recomendável que João inclua, ao término de cada sessão, exercícios leves de alongamento e relaxamento, favorecendo a flexibilidade e a recuperação muscular. O acompanhamento multiprofissional, com apoio de nutricionista e psicólogo, será importante para potencializar a perda de peso, controlar o estresse e melhorar a qualidade do sono. O monitoramento constante da pressão arterial e a reavaliação periódica da aptidão física permitirão ajustes seguros e eficazes na prescrição do exercício, garantindo a progressão adequada e a promoção da saúde cardiovascular e metabólica. |
| A prática regular de exercício físico exerce efeitos fisiológicos importantes que contribuem para a redução da pressão arterial, especialmente em indivíduos com obesidade e hipertensão arterial, como é o caso de João. De acordo com Lima (2020), o exercício físico promove adaptações cardiovasculares e metabólicas que atuam tanto de forma aguda — durante e logo após o exercício — quanto de forma crônica, com o treinamento contínuo ao longo das semanas e meses. No curto prazo, o principal mecanismo responsável pela diminuição da pressão arterial é a hipotensão pós-exercício, que ocorre devido à redução da resistência vascular periférica. Esse fenômeno é resultado do relaxamento do endotélio (camada interna dos vasos sanguíneos), mediado pelo aumento da liberação de óxido nítrico (NO), uma substância vasodilatadora que facilita o fluxo sanguíneo e reduz a tensão nas paredes arteriais.
A médio e longo prazo, o treinamento físico regular provoca adaptações estruturais e funcionais no sistema cardiovascular. Entre elas, observa-se o fortalecimento do músculo cardíaco, que passa a ejetar maior volume de sangue por batimento (aumento do volume sistólico), permitindo que o coração trabalhe com menor frequência cardíaca em repouso e durante esforços submáximos. Além disso, há melhora da complacência arterial — ou seja, as artérias tornam-se mais elásticas — o que reduz a resistência ao fluxo sanguíneo e, consequentemente, a pressão arterial sistêmica. Essa adaptação é reforçada pela diminuição da atividade do sistema nervoso simpático, reduzindo a liberação de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), que normalmente elevam a frequência cardíaca e a vasoconstrição periférica. Outro aspecto importante é o impacto do exercício físico sobre o metabolismo e o controle do peso corporal. A prática regular de atividades aeróbicas e de força aumenta o gasto calórico total, favorecendo o balanço energético negativo e a redução do tecido adiposo. A perda de peso está diretamente relacionada à diminuição da pressão arterial, pois reduz a sobrecarga cardíaca e melhora a sensibilidade à insulina, reduzindo também a resistência vascular periférica. Além disso, o exercício auxilia na modulação hormonal e no controle do sistema renina-angiotensina-aldosterona, que regula o equilíbrio de sódio e água no organismo e tem papel central na manutenção da pressão arterial. Quando o indivíduo pratica exercícios de forma constante, ocorre uma menor retenção hídrica e uma consequente redução do volume circulante de sangue, o que contribui para níveis pressóricos mais baixos. |
| Com base nas informações clínicas apresentadas e nas recomendações do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), descritas por Lima (2020), o planejamento do programa de treinamento de João deve priorizar a adaptação cardiovascular e musculoesquelética gradual, com intensidade leve a moderada, respeitando o princípio da progressão e evitando sobrecargas nas primeiras semanas. O objetivo inicial é promover a redução de peso corporal, melhora do condicionamento cardiorrespiratório, controle da pressão arterial e estímulo à mudança do estilo de vida sedentário.
Durante o primeiro mês, o treinamento deve incluir exercícios aeróbicos de baixo impacto (como caminhadas e bicicleta ergométrica) e exercícios de força com o peso corporal e elásticos, sempre sob supervisão. A frequência ideal é de 5 dias por semana, sendo 3 dias voltados ao componente aeróbico e 2 dias ao componente de força, com pelo menos um dia de descanso ativo (caminhada leve ou alongamentos). A intensidade será mantida entre 40% e 59% da frequência cardíaca de reserva (FCR) para o exercício aeróbico e 40% a 60% de 1-RM nos exercícios resistidos, conforme os parâmetros FITT-VP propostos pelo ACSM. Quadro 1; Plano de Treinamento
Fonte: Elaborado pelo autor (2025). Esse plano inicial visa criar uma base segura para o condicionamento físico, respeitando as limitações impostas pela obesidade e pela hipertensão. A progressão do volume semanal ocorre principalmente pelo aumento gradual do tempo de exercício e da frequência semanal, evitando alterações bruscas de intensidade. A pressão arterial e a frequência cardíaca devem ser monitoradas antes, durante e após as sessões, interrompendo o exercício em caso de tontura, dor torácica ou falta de ar. Ao final das quatro semanas, João deverá apresentar melhora no condicionamento cardiorrespiratório, redução leve da pressão arterial, aumento da disposição e início da perda de peso corporal, podendo então evoluir para uma fase de treinamento mais intensa, sempre com acompanhamento profissional e reavaliação clínica. |
REFERÊNCIAS
LIMA, Luiz Rodrigo Augustemak de. Exercícios Físicos nas Diferentes Populações. Maringá/PR: Unicesumar, 2020.
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