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INSTRUÇÕES PARA REALIZAÇÃO DESTA ATIVIDADE
– Para realizar esta atividade é necessário ler a proposta na íntegra em seu Studeo, dentro do questionário do MAPA que está disponível no ambiente da disciplina no campo “Atividades avaliativas”;
– Você deverá digitar suas respostas neste formulário, sem excluir nenhuma orientação. Após digitar suas respostas salve o arquivo mantendo o formato em word;
– Antes de iniciar esta atividade leia atentamente o livro didático desta disciplina, assista todas as aulas conceituais e acesse a Sala do Café para verificar os materiais complementares e o vídeo com explicações sobre o MAPA;
- Antes de finalizar sua atividade, certifique-se de que o arquivo anexado corresponde ao arquivo correto. Para não correr o risco de encaminhar o arquivo errado, ao salvar o arquivo em seu computador, renomeie o formulário com um nome específico e fácil de identificar;
– Mantenha a formatação do arquivo: utilize letra Arial ou Times Tamanho 12, com espaçamento 1,5 entre linhas, e alinhamento das margens justificado.
– Esta atividade deverá ser realizada individualmente. Caso identificado plágio de colegas, o trabalho de ambos poderá ser zerado. Isso vale para atividades que contenham trechos copiados de livros ou da internet sem as devidas referências.
ATIVIDADES DE EXEGESE – MATEUS 5:20
A exegese bíblica constitui-se como a espinha dorsal da competência pastoral, determinando a diferença entre um ministério fundamentado na Palavra de Deus e uma prática religiosa baseada em impressões pessoais, tradições não examinadas ou modismos teológicos. Para o ministério pastoral, dominar a metodologia exegética não é apenas uma exigência acadêmica, mas uma responsabilidade ética diante das pessoas que receberão seu ensino, aconselhamento e direção espiritual. Como é possível oferecer orientação bíblica consistente sem compreender adequadamente o que o texto sagrado realmente ensina? Como distinguir entre a voz de Deus nas Escrituras e nossas próprias projeções culturais e pessoais? A negligência com a exegese corre o risco de reduzir a palavra de Deus a opiniões pessoais.
A relevância da exegese para o ministério pastoral manifesta-se em dimensões práticas concretas: na preparação de sermões que comunicam a mensagem bíblica original, no aconselhamento que aplica corretamente os princípios escriturísticos, na liderança que discerne entre tradições humanas e mandamentos divinos, e na formação de discípulos capazes de “manejar bem a palavra da verdade” (2Tm 2:15). Mateus 5:20, por exemplo, levanta questões pastorais urgentes: como orientar uma congregação sobre a relação entre graça e obras? Como ensinar sobre santidade sem promover legalismo? Como aplicar o conceito de “justiça superior” em contextos onde o moralismo religioso compete com o Evangelho da graça? Sem ferramentas exegéticas sólidas, a pastoral pode inadvertidamente distorcer o texto, criando fardos pesados que Cristo não impôs, ou proclamando uma graça barata que não reflete a radicalidade do discipulado cristão. A exegese, portanto, não é luxo acadêmico, mas necessidade ministerial que protege tanto o ministro quanto a congregação dos perigos da má interpretação bíblica. A metodologia usada será a Sêmio-Discursiva (unidade IV e V do livro da disciplina) que comparada a outras metodologias demonstra sua relevância por ser uma proposta focada na interpretação literária. Assim considera o texto suficiente para transmitir a mensagem. Ele dialoga com a história a sociologia e a psicologia, mas a interpretação textual (estrutural, linguística e discursiva) é a principal fonte para acessar a mensagem do texto.
ZABATIERO, Júlio Paulo Tavares. Métodos e Interpretação Bíblica. Maringá-Pr.: UniCesumar, 2018. (Adaptado) Sobre o método leia: p.169-173 (Fundamento Teórico e Metodologia)
Exemplo de exegese Sêmio-Discursiva (p.260-269)
FASE PRELIMINAR: (p.176-177) – Leitura do texto e primeiras observações Data, localização, autoria (Extrair do texto – não ler comentário):
Período: 70 e 90 d.C. (aproximadamente)
Local de composição possível: Região da Síria, possivelmente Antioquia.
Autoria: Mateus, também conhecido como Levi, discípulo de Jesus e cobrador de impostos.
Contexto histórico da comunidade mateana: Comunidade cristã de origem judaica, que vivia o conflito entre a tradição mosaica e a nova ética do Reino proclamada por Cristo. Havia tensão entre a lei e a graça, a letra e o espírito, a religião institucional e a fé vivida.
Texto Base:
“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.” (Mateus 5:20 ARA)
FASE PREPARATÓRIA: (p.178-184) – Objetivo: analisar o texto enquanto plano de expressão (Forma).
Texto, tradução: Consultar o grego: https://bibliaportugues.com/text/matthew/5-20.htm Como fonte secundária: https://search.nepebrasil.org/ (site de estudos da comunidade espírita com excelente conteúdo bíblico para tradução, comentários e consulta de versões em português de obras evangélicas e católicas)
Texto grego: “λέγω γὰρ ὑμῖν ὅτι ἐὰν μὴ περισσεύσῃ ὑμῶν ἡ δικαιοσύνη πλεῖον τῶν γραμματέων καὶ Φαρισαίων, οὐ μὴ εἰσέλθητε εἰς τὴν βασιλείαν τῶν οὐρανῶν.”
– Comparar Traduções ARA, NTLH, Pastoral, Jerusalém: Descrever diferenças.
Delimitação:
Perícope escolhida (Início e fim da perícope – “período completo a ser estudado”):
Mateus 5:17–20.
Justificativa da delimitação (que elementos justificam o começo e o fim da perícope):
O versículo 20 encerra o argumento de Jesus sobre o cumprimento da Lei e dos Profetas, introduzindo o contraste entre a justiça farisaica e a do Reino.
Estrutura: (não precisa indicar versos, apenas afirmar se é linear ou cíclico e uma frase indicando o percurso) – (descrever organização: Linear: descrevendo eventos que indiquem começo, meio e fim; ou Cíclica: indicação dos paralelos – descrevendo as repetições de ideias).
Linear – o texto segue um movimento lógico: afirmação de autoridade (“Eu vos digo”), comparação da justiça dos fariseus e a nova exigência do Reino, culminando na consequência (“de modo nenhum entrareis”).
Segmentos: (ideias/períodos menores que compõe a perícope – criar e descrever um título para cada segmento apontando o/os versos que o/os caracterizam)
1. “O cumprimento e não a abolição da Lei” (vv. 17–18)
Neste primeiro segmento, Jesus esclarece que sua missão não é abolir a Lei ou os Profetas, mas levá-los à plenitude. O verbo plēróō (“cumprir”) indica dar sentido completo, não apenas obedecer formalmente. Assim, o discurso de Jesus reafirma a autoridade da Escritura, mas revela uma leitura reinterpretativa e redentora. A ênfase está na continuidade entre Antiga e Nova Aliança, destacando que o Reino de Deus não se constrói sobre a negação do passado, mas sobre sua realização espiritual e moral.
O segundo segmento introduz a dimensão ética e comunitária da mensagem: quem desconsidera até o menor dos mandamentos e ensina outros a fazerem o mesmo será chamado “mínimo” no Reino dos Céus. O verbo lyō (“afrouxar” ou “anular”) aponta para a negligência espiritual e a banalização da vontade divina. Jesus, ao mesmo tempo em que reafirma o valor da Lei, denuncia os intérpretes que a manipulam conforme seus próprios interesses. Este verso prepara o leitor para a exigência de uma justiça que não se resume ao legalismo, mas que reflete coerência entre ensino e prática.
O terceiro e último segmento constitui o ápice teológico da perícope: Jesus propõe uma justiça que “excede” (grego perisseúō) à dos escribas e fariseus. Essa expressão não significa uma observância mais rigorosa, mas uma justiça qualitativamente superior — uma justiça que nasce da transformação interior e da comunhão com Deus. O verbo usado transmite ideia de abundância, plenitude e transbordamento espiritual. Assim, o discipulado é descrito como uma vivência ética que supera o moralismo religioso e revela o coração do Reino. A justiça que salva é aquela que se expressa no amor e na fidelidade à vontade divina, não na aparência externa de piedade.
FASE FINAL – I CICLO: DIMENSÃO ESPAÇO-TEMPORAL DA AÇÃO (p. 185-191)
Desmonte narrativo: [O ideal é sempre fazer da perícope, mas nesse caso pode ser dos versos 19 e 20 apenas, são suficientes]
Dica: Para fazer sentido, pode incluir os modificadores – não, sim, e, mas, porém, etc.
Ex:
“Mas o aluno não aprendeu o conteúdo corretamente”
Método direto: Aluno aprendeu conteúdo
Incluir modificadores: Mas o aluno – não aprendeu – o conteúdo corretamente
| Quem? (sujeito) | Faz (verbos)
– Análise temporal – |
O que? Para quem? (complementos) |
| Jesus | diz, ensina, adverte | aos discípulos e à multidão sobre o cumprimento da Lei e a verdadeira justiça |
| Aquele que violar os mandamentos | viola, ensina mal, será chamado | “menor no Reino dos Céus” |
| Aquele que cumprir os mandamentos | cumpre, ensina, será chamado | “grande no Reino dos Céus” |
Síntese: Análise diacrônica e semântica – (análise por colunas) Coluna 1 Agentes (comparar, descrever principal, descrever personagens da narrativa, e quais locais estão):
Os principais agentes do texto são Jesus, os discípulos, os escribas e fariseus, e a figura genérica de “aquele que cumpre” ou “aquele que viola” os mandamentos. Jesus é o agente central e fonte da revelação, atuando como mestre e intérprete autorizado da Lei. Ele fala com autoridade divina (“Eu vos digo”), situando-se no espaço da montanha — símbolo da revelação e da nova aliança, em paralelo com Moisés no Sinai.
Os discípulos representam a comunidade que ouve e precisa internalizar o ensinamento, enquanto os escribas e fariseus personificam a religiosidade tradicional, presa à aparência e ao formalismo. Há, portanto, uma tensão entre dois grupos: os que ensinam e vivem com sinceridade e os que ensinam sem coerência. O espaço simbólico é o Reino dos Céus, que transcende o tempo e o lugar, sendo o destino e também o campo de ação moral do crente no presente.
Coluna 2 – Verbos (ações) (comparar os verbos, entender como se relacionam, como emprestam e limitam o sentido das ações – Observar os tempos verbais relacionados às tradições [passado]; questões urgentes [presente] e projeções/fé [futuro]:
Os verbos principais são: dizer, violar, cumprir, ensinar, ser chamado, exceder e entrar. No passado implícito, está a tradição mosaica — a Lei e os Profetas, fundamento sobre o qual Jesus ensina. No presente, o verbo “digo” expressa a autoridade profética e contínua de Cristo, e os verbos “cumpre” e “ensina” representam o agir ético atual dos discípulos. No futuro, os verbos “será chamado” e “entrareis” indicam consequências escatológicas — a recompensa ou exclusão do Reino dos Céus.
Os verbos se relacionam entre si de forma progressiva e condicional: → dizer → ensinar → agir → entrar. Essa sequência mostra que o discurso (palavra) deve gerar ação (obediência) e culminar em destino espiritual (salvação). A ação verbal expressa tanto um movimento interno de conversão (exceder, cumprir) quanto um movimento externo de testemunho (ensinar, entrar). A forma condicional (“se a vossa justiça não exceder…”) marca o caráter ético do Reino: a graça não anula a responsabilidade moral.
Coluna 3 – Complementos (objetos/destinatários) – (Comparar como se relacionam, observar oposições, observar como se complementam e limitam o sentido):
Os complementos centrais são: “mandamentos”, “homens”, “justiça”, “Reino dos Céus”, “escribas e fariseus” e “vós” (discípulos). Esses termos se relacionam por contrastes e complementações:
Há uma progressão semântica: mandamentos → justiça → Reino. Essa progressão indica que o cumprimento da Palavra (mandamento) conduz à transformação moral (justiça) e culmina na comunhão eterna (Reino).
O MÉTODO EM AÇÃO – FASE FINAL – II CICLO: DIMENSÃO TEOLÓGICA DA AÇÃO (p.192-214)
Essa parte você fará na atividade I e colocará a síntese final aqui.
O MÉTODO EM AÇÃO – FASE FINAL –
III CICLO: A DIMENSÃO SOCIOCULTURAL DA AÇÃO (p.224-236)
IV CICLO: A DIMENSÃO PSICO-SOCIAL DA AÇÃO (p.237-247)
V CICLO: A DIMENSÃO MISSIONAL (p. 247-259)
Nesta fase, reuniremos as três últimas dimensões como expressões da aplicação da mensagem, que dialoga com a sociedade, com o indivíduo e com a missão.
No livro texto você terá um roteiro com várias observações. Assim a proposta é que você observe os seguintes elementos no texto e descreva-os com suas palavras.
Descreva as suas Observações Sociológicas:
Críticas às instituições e estruturas religiosas, políticas e civis da época:
O ensino de Jesus em Mateus 5:20 é uma crítica direta às instituições religiosas judaicas, representadas pelos escribas e fariseus, que transformaram a Lei em um instrumento de controle social e exclusão espiritual. A “justiça” deles era baseada em aparência, hierarquia e legalismo, sem compromisso com o amor, a misericórdia e a equidade. Essa postura revelava uma estrutura religiosa elitista e moralmente hipócrita, na qual a pureza ritual valia mais do que a integridade interior.
Jesus rompe com essa lógica institucional, propondo uma revolução ética e espiritual, na qual o valor do ser humano é definido pela sinceridade do coração, e não pela posição social ou pela obediência cega a regras. Sua fala desafia não apenas o sistema religioso, mas também o sistema político romano que legitimava desigualdades. A nova justiça do Reino é contra a opressão institucionalizada e a favor de uma sociedade baseada na compaixão e na solidariedade.
Observações relacionadas à autoridade e liderança:
A fala de Jesus redefine a noção de autoridade espiritual e moral. Enquanto os escribas e fariseus exerciam poder sobre o povo por meio do conhecimento técnico da Lei, Jesus apresenta uma autoridade relacional, fundada no exemplo, no serviço e na verdade. Ele não se apoia na estrutura hierárquica do Templo, mas na coerência entre palavra e ação.
Dessa forma, o texto revela uma liderança profética e libertadora, que não domina, mas inspira. Jesus mostra que a verdadeira autoridade não se impõe — ela emerge da autenticidade e do amor. Essa lição tem relevância sociológica e pastoral, pois propõe um novo modelo de liderança: participativa, ética e comprometida com a justiça social.
Dinâmicas de grupos, inclusão/exclusão:
Na sociedade do primeiro século, marcada por divisões religiosas e sociais, a mensagem de Mateus 5:20 atua como um convite à inclusão. Os escribas e fariseus excluíam os pobres, os gentios e os considerados “pecadores” do convívio religioso; Jesus, ao contrário, reintegra os marginalizados ao afirmar que a entrada no Reino depende da sinceridade da justiça interior, não do status ou da observância ritual.
Há, portanto, uma inversão da lógica social: os “menores” (os simples e humildes) são elevados, enquanto os “grandes” (os orgulhosos e legalistas) são reprovados. A comunidade mateana, destinatária do evangelho, vivia em meio a tensões entre o judaísmo tradicional e o novo movimento cristão. Nessa realidade, o texto servia para fortalecer a coesão comunitária e reafirmar que o Reino de Deus é uma comunidade aberta, onde todos são convidados à conversão e à prática da justiça misericordiosa.
Descreva sus Observações Psicológicas:
Aspectos motivacionais, sentimentos, interioridade, emoções:
O discurso de Jesus desperta nos ouvintes uma reflexão interior sobre as motivações da fé e das ações humanas. A “justiça que excede” não é uma cobrança fria, mas um convite à autenticidade e à maturidade espiritual. A mensagem provoca sentimentos mistos: constrangimento moral, por reconhecer a própria insuficiência, e ao mesmo tempo esperança, por perceber que a comunhão com Deus é possível através da transformação do coração. Em termos psicológicos, o texto apela à consciência moral e à interioridade emocional — Jesus desloca o foco da obediência externa para a pureza das intenções. Isso desperta no indivíduo uma busca sincera por coerência entre o que crê, sente e faz.
Impacto psicológico (traumas, estruturas, violências):
O contexto religioso da época era marcado por culpa, medo e exclusão. Os escribas e fariseus criavam padrões inatingíveis de perfeição, gerando um ambiente psicológico opressor. Jesus rompe com essa estrutura, libertando o indivíduo do fardo do legalismo e das comparações sociais.
O impacto psicológico do ensinamento é profundamente terapêutico: ele cura a relação do ser humano com Deus, substituindo o medo pela confiança, e a cobrança pela graça. Assim, o texto desestrutura o sentimento de inferioridade e inaugura uma espiritualidade baseada no amor e na aceitação divina. Em vez de reforçar traumas religiosos, a palavra de Jesus oferece restauração emocional e sentido de pertencimento, promovendo cura interior e liberdade espiritual.
Dinâmicas de identidade comunitária:
Na comunidade mateana — formada por judeus e gentios convertidos —, esse ensino de Jesus servia como um elemento de unificação e identidade. A nova comunidade cristã não seria reconhecida pelo rigor ritual, mas pela prática do amor, da misericórdia e da verdade.
Psicossocialmente, o texto fortalece o sentimento de pertencimento coletivo: todos são chamados à mesma justiça, independente de origem, posição social ou passado. A “justiça superior” forma uma comunidade marcada pela empatia e transparência, onde as relações não são mediadas por status religioso, mas pela solidariedade e pelo perdão. Assim, a fé torna-se vínculo afetivo e espiritual, produzindo segurança emocional e estabilidade comunitária.
Descreva suas Observações Missionais:
Aplicação para a ética cristã contemporânea:
Em tempos de relativismo moral e superficialidade espiritual, Mateus 5:20 permanece como um chamado à integridade e à coerência ética. A justiça que excede não é exibicionismo religioso, mas fidelidade prática ao Evangelho — uma ética que une fé, caráter e compromisso social.
Na ética cristã atual, o texto convida à superação do moralismo e do fanatismo, propondo uma espiritualidade autêntica que se manifesta em ações concretas de amor, justiça e compaixão. Ser justo, segundo Jesus, é viver o Reino de Deus nas relações humanas: no trabalho, na política, na igreja e na vida cotidiana. A mensagem tem força profética contra as injustiças estruturais, o preconceito e o individualismo, chamando os cristãos a serem testemunhas vivas da graça e da verdade.
Desafios individuais, para a liderança, para a comunidade de fé:
No âmbito individual, o principal desafio proposto por Mateus 5:20 é o de viver uma fé que ultrapasse a aparência e alcance a sinceridade do coração. Jesus convida cada pessoa a refletir sobre as motivações que sustentam suas atitudes, mostrando que a verdadeira justiça não está em cumprir regras, mas em agir movido pelo amor e pela retidão interior. O seguidor de Cristo é desafiado a abandonar a hipocrisia, o moralismo e o conformismo religioso, permitindo que a graça produza transformação genuína em seu caráter. A justiça que excede exige disciplina espiritual, autocrítica e disposição para viver de modo coerente com os ensinamentos do Evangelho, mesmo diante das pressões do mundo contemporâneo.
Para a liderança cristã, o texto estabelece um chamado à autenticidade e à responsabilidade ética. O líder espiritual deve ser exemplo vivo da mensagem que prega, conduzindo o povo de Deus com humildade, serviço e verdade. A autoridade, segundo Jesus, não se fundamenta na posição hierárquica, mas na coerência entre o falar e o agir. Liderar, nesse contexto, é servir, é ensinar com o testemunho e inspirar pela integridade de vida. A liderança é desafiada a abandonar a postura autoritária e o apego ao poder, assumindo o compromisso de orientar a comunidade com compaixão e fidelidade à Palavra, tornando-se referência moral e espiritual.
No que diz respeito à comunidade de fé, o desafio está em construir um ambiente marcado pela justiça, pela misericórdia e pela inclusão. A igreja, como expressão do Reino de Deus na terra, deve ser um espaço de acolhimento e reconciliação, onde a verdade é vivida com amor e a fé se traduz em ações concretas de solidariedade. Isso implica superar o julgamento moral e as divisões internas, promovendo a comunhão entre todos os irmãos e irmãs, independentemente de sua condição social, econômica ou cultural. A comunidade é convidada a testemunhar o Evangelho através do serviço, da generosidade e da busca constante pela justiça que vem de Deus — uma justiça que transforma corações, renova relações e reflete o caráter de Cristo no mundo.
REFERÊNCIAS:
BÍBLIA SAGRADA. Nova Versão Internacional Revista e Corrigida. Sociedade Bíblica Internacional. Bíblia Sagrada. Santo André: Geográfica, 2018.
ZABATIERO, Júlio Paulo Tavares. Métodos e Interpretação Bíblica. Maringá/PR: UniCesumar, 2016. Reimpresso em 2024.
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